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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Crítica

É, projeto ou trabalho de matemática. Fiz isso e gostei bastante da arte final, então... Olhem aí minha opinião, e opinem too, please.


É mentira que o Brasil é o país que é o poço de contaminação, ou poluição, como queiram. Os outros grandes países e o tão enobrecido continente Europeu não são assim como o mundo pensa. São tão contaminados quanto, somente passam uma maquiagem a mais – muito bem feita por sinal – que nos faz pensar que viver lá, um estilo de vida dentro desses países é maravilhoso, belo e limpo. Que ingênuo engano o seu, não? No Japão os guardas usam máscaras de oxigênio graças a tão densa poluição dos gases. E pra quem não é guarda, há oxigênio à venda na rua.


Por exemplo um rio nos Estados Unidos que é infelizmente o mais poluído do mundo, e sem brincadeira – até pegou fogo graças à dejetos industriais, queimando duas pontes estadunidenses. E também infelizmente para a população mundial, o país com o maior poder financeiro, o mais temido em inúmeras coisas, é o que mais sofre a degradação de seu meio ambiente. Mesmo com regras duríssimas/rígidas, com várias tecnologias de ponta, pode-se dizer que o controle contra a poluição não se mistura com o capitalismo moderno – assim como água e óleo.


Continuando na maior potência mundial atualmente, seria ilógico você gastar mais com a proteção do meio ambiente. Menos poluição leva a menos produtividade de uma indústria, o que gera a diminuição de salário. Alguns podem até pensar “tudo bem, salário menor, mas ainda dá pra viver”. Mas… Pensem comigo: numa sociedade mundial consumista como a de hoje, isso não causaria um choque, um impacto imenso na economia do mundo – que, por sua vez, tem como maior força os Estados Unidos da América. Essa maneira que a economia usou foi o que levou a essa agressão ambiental, criando uma cicatriz que possivelmente nunca mais sairá do mundo.


Poluição ameaça a vida do planeta, que pode também quebrar as regras que impedem o acumulo – talvez exagerado na visão de grande parte da população mundial – do capital. Pensando de certa forma, capitalismo prefere sobreviver e fazer com que o mundo acabe.

É uma paranóia de perseguição por parte dos estadunidenses. Perseguidos pela sua contradição de não quererem ser mortos pelo seu veneno por viverem no topo, como uma sociedade rica. Perseguidos pelo medo de um país mais pobre que eles (subdesenvolvidos) se aproveitarem da sua fraqueza e superá-los. E a paranóia se confirma com o que G. Hardin, um escritor e sociólogo norte-americano, em uma de suas frases, disse: “Se o mundo se torna uma grande comunidade em que os bens são repartidos igualitariamente, então nós estaremos perdidos”.


Nada de diminuir a produção, aumenta-la sem colocar em risco o meio ambiente, ou aumentar o preço dos produtos. É irônico, pois após matarem a qualidade de vida, eles querem salva-la proibindo a existência. A fome e a miséria não são graças ao excesso de humanos no mundo, mas sim pela má distribuição de renda e má gerência do planeta.

Assim como o doutor Ernest Snyder disse, “o lar do americano médio é mais poluído do que maior parte do ambiente externo”. A riqueza pode até lhe atribuir o conforto, mas quem garante que tal conforto não seja um auto-envenenamento? Alguns cidadãos mais bem-informados preferem até mesmo ficar na rua por causa disso, segundo o doutor Snyder. Afinal, as casas dos cidadãos de classe média estadunidense possuem diversas parafernálias (caldeiras, estufas, etc.) geralmente à gás. Eles praticamente respiram monóxido de carbono toda hora em sua casa, onde deveriam estar seguros do perigo externo. Tudo por causa da propaganda que gera um consumismo ainda maior. “Compre e seja mais feliz”, “Compre e tenha uma vida mais fácil”, entre outras várias frases que não são ditas, mas poderiam ser proferidas facilmente.


O capitalismo é antiecológico, direcionado para a poluição – e, portanto a destruição –, somos os seus pequenos cãezinhos que fazem tudo ordenado a seu desejo. Nós brasileiros somos os mais prejudicados nessa história, pois já não é de hoje que tiram proveito de nossa vasta terra, plantando aqui o que devia ser plantado lá – só que algumas terras dos Estados Unidos custam mais para cultivar. Mas aqui é mais barato e gera um negócio muito bem rentável. Os países mais adiantados como Estados Unidos, Alemanha e Japão, por exemplo, são os que mais dão sofrimento a seus povos com a poluição.


E o homem reage, mesmo vendo tanta coisa destruindo seu espaço? Com o risco de sua própria existência acabar, por que não mudar? Seria o homem burro? Talvez pela obediência cega e sem desacato, sim. A ganância do sistema é maior que o dano aos homens por causa da poluição. O dinheiro torna-se mais importante que a vida – e a qualidade desta também – do próprio ser humano.



O homem está acabando com seu planeta gradualmente, podendo acabar com ele em cinqüenta, cem, duzentos anos… É preciso lutar contra isso. Todas as florestas estão feridas. É urgente que tomem uma posição contra a morte do ser humano na Terra. Você não defende um ser mais fraco quando este é agredido por um mais forte? Você impede o massacre atacando-o, e depois faz as perguntas, o porquê daquilo. Com a Terra deveria ser feito o mesmo: defende-la primeiro e então criar novas condições para melhoria ambiental para que não haja novamente essa preocupação.


O homem conheceu a natureza e declarou guerra para então destruí-la, tornando seu planeta fraco – mas quem disse que ele sairá desta luta vitorioso? A tecnologia o fez apto para acabar com florestas em poucos dias ou destruir de vez o mundo inteiro, ao testar alguma de suas bombas atômicas. A riqueza da natureza poderia ser infinita, se utilizada com moderação.

Um comentário:

Nana disse...

Pior é que é. Galera aqui tem mania de "endeuzar" demais tudo o que é de fora, fica com uma visão errônea e hedonista sobre eles sem que mereçam, muitas vezes.

Adorei o texto, Éz. ;*